12 de setembro de 2009

o melhor tempero é a fome?


durante muito tempo usei esta frase como resposta a várias situações, mas ontem me flagrei pensando se ela é realmente absoluta.

se há alguma dúvida dentre os que me lêem, esclareço o óbvio: eu sou louca. e esta loucura se apodera de mim sempre diante do novo, de forma que, quando eu leio algo que gosto, por exemplo, só largo quando termino.

o meu questionamento é justamente sobre esta sanha: acabo fazendo tudo rápido demais, chego ao final e dá uma sensação de alívio misturada a um vazio estranho, onde procuro algo novo para me ater.

este processo, durante muito tempo ininterrupto, se confronta quando, numa curva, eu reencontro uma paixão antiga: livros, filmes, lugares, pessoas... a lembrança que guardo geralmente é quebrada quando a analiso, agora sem a necessidade de mergulhar o mais fundo que uma respiração só me permita.

muitas vezes eu vejo que foi muito bom pelo simples fato de eu fazê-la assim, porque, naquele momento, era o que eu precisava, mas agora não diz quase nada. às vezes evito alguns confrontos, por receio - inconsciente ou não - de macular a lembrança.

mas há coisas que acontecem quando não estamos preparados pra elas. não sabemos como reagir, como ler seus sinais. e são estas que sobrevivem à fome das outras, são estas que valem a pena! elas sempre existem, e estão esperando que nós finalmente as enxerguemos.

é como ouvir uma música que você conhece há anos e, de repente, ver que ela conversa com você; rever um filme 10 anos depois e descobrir que ele é ainda melhor do que a sua lembrança (detalhe: quem mudou foi você, e não o filme).

admito: tem coisas que precisam se manter no passado. elas, no presente, não funcionariam.

em compensação, sempre se pode se surpreender com algo se acha que conhece. e o melhor: passada a loucura da fome, percebe-se o sabor.

10 de setembro de 2009

peeeeeeense!

mudam os protagonistas, mas a cena se repete...
aprende, cunhã!

9 de setembro de 2009

et. telefone.

não
quero
nem
saber
aonde
pertenço,
só
quero
ir
pra
casa!
chega,
outubro!

então

daqui a alguns anos eu talvez me pergunte
onde estava no dia 9 de setembro de 2009.
o que fiz, quais anseios tinha,
como essa conjunção se
apresentou na minha vida...
pra mim, é meio que um reveillon no meio do ano;
um dia de decisões, de guinadas...
dia de ouvir algo novo,
de rir com o de sempre,
de se sentir perto dos que ama,
de ser.
de 9 em 9 vou andando.
no fim, a mesma soma,
a busca pelo equilíbrio,
o cerne da espiral,
o cabelo que arrepia no círculo.

7 de setembro de 2009

disco arranhado

tá, eu sei que tô enchendo o saco...
mas eu simplesmente NÃO ME CONFORMO, ponto.
é isso.
é um absurdo sentir ainda úmido o corretivo que passaram em você.
já me senti assim antes, e repito: i'm feeling like joel, being erased by clementine!

susto

não pensei em reagir assim, mas realmente me assustei. me preparei - psicologicamente - pra este momento, mas percebi que nada prepara... passam-se dias, meses, eras jurássicas e ainda assim nunca se está preparado para o momento crucial. não sabia que estava prendendo a respiração até me ver sem ar. do que eu senti, só sei de uma coisa: não dá pra viver assim. não dá pra se preparar a vida inteira, ou viver com receio da próxima esquina, onde talvez os olhos perscrutadores estejam a esperar. quero voltar pra um segundo antes do passo em falso e não transformar a minha vida nisso... mentira! não quero apagar, só quero que fique nas páginas de uma agenda que eu não abro mais. pode ser, ou tá difícil?

5 de setembro de 2009

invejinha

"iris, se você fosse uma melodia, seria as melhores notas..."

ai, ai...

2 de setembro de 2009

sou só eu que acho, ou o ano praticamente já terminou?

1 de setembro de 2009

ui!
larguei da vida de repolho.
ninguém merece!
welcome home, baby!