10 de abril de 2010

como transformar um dia péssimo num memorável?

sabe quando você passou uma semana pesada, tendo mil coisas pra resolver "pra ontem" no trabalho, com visitas em casa, pai e mãe em meios de tremeliques de saúde e ainda tem uma sexta-feira cheia de palestras, todas ministradas pela professora da Patty Pimentinha?

sim, eu tinha tudo pra voltar pra casa me arrastando...
até o teria feito, se ontem não tivesse sido dia 9.

que seja o primeiro de uma série imbatível! :)

8 de março de 2010

it's terribly complicated

hoje um banzo bateu e eu apanhei.
foi tudo tão sufocante, que eu nem sabia ao certo a razão daquilo.
quer dizer, eu sabia, mas tentava afundar no meu inconsciente.

simplesmente fugi.
não fui estudar, eu tava quase engasgando.
a saudade de casa, a saudade de uma Fortaleza que eu sei que só existe na minha memória me doía (mas isso é assunto pro ooooutro post, se um dia eu conseguir traduzir isso em palavras e elas passarem pelo meu crivo).

fui ao cinema.
até nisso, tava tudo mazela: eu queria ver o filme argentino que ganhou o oscar, (el secreto de sus ojos) mas, pasmem, a fita quebrou. Q-U-E-B-R-O-U.

acabei indo pro "it's complicated" com ódio no coração, porque tudo o que eu
precisava era ver uma comédia romântica melosa - NOT!
tá, era isso o que eu achava.

eu realmente precisava tê-lo assistido.
finalmente a sinapse se fez, e eu percebi que tava me sentindo culpada: culpada por ser direta, culpada por tentar fazer tudo diferente...

e eu precisava ver, nem que fosse num filme, alguém numa situação idêntica à minha, e tão perdido quanto eu.

fez-se a luz.
bem longe, lá no fim do túnel, mas fez-se a luz.
especialmente quando eu me vi torcendo pra ela não sucumbir!

tá bom, consciência, entendi o recado.
na próxima, nada de voadora nos peitos, tá?
gradicida.

21 de fevereiro de 2010

paz, eu quero paz



pois é.

cansei de sentir raiva, ainda mais sem saber o que motivou a outra pessoa a agir como agiu.
até por que, ironicamente, fiz coisa parecida (com outra pessoa).

em minha defesa, agi pra evitar um mal maior.
mas sei que isso é mentira, eu só quis me poupar de um embate inevitável.

não adianta, meu bem; em breve nossos caminhos se cruzarão, e espero que possamos nos resolver.

por hora, só me resta a felicidade por finalmente entender por que fevereiro é o mais curto dos meses.

3 de janeiro de 2010

presentes

eu adoro dar presentes. deve ser mais uma lombra da loucura que me é inerente, mas me divirto em todas as fases: a escolha, a embalagem, a entrega... :P

o melhor de dar presentes, é quando a pessoa não espera, sem datas comemorativas, ou em momentos que até são esperados, mas que, por motivos mil, não existe mais a expectativa.

e é claro que eu também adoro receber presentes!! mas não crio expectativa nenhuma em relação a eles, senão surto! por isso, não concordo com listas de 'o que quero ganhar' dos sites de amigos secretos e afins.

escolher o presente é um processo maravilhoso, onde se tenta entrar no mundo da pessoa e perceber algo que ela gostaria e que, às vezes, nem sabe disso. ou então é a oportunidade perfeita de demonstrar que você a escuta, a entende...

por isso eu fiquei tão doida quando ganhei uma caixa de ferrero rocher da Dadys na estréia do show do Seios da Face, em novembro. é algo simples, que ela sabe que eu adoro, e no momento se tornou ainda mais especial porque, mesmo cantando em coral há 10 anos [arriégua, é muito tempo!], eu nunca ganhei "flores" depois de um show. eu já estava tão feliz pelos amigos que tinham ido assistir, que os chocolates tornaram tudo maior. :)

então chegou dezembro, época que eu sempre tremo nas bases, porque não dá pra segurar a onda do que ganhar nos famigerados amigos secretos... movida a lexotan, me concentrei apenas nos presentes a dar e deixei o universo escolher meus presenteadores e respectivos mimos...

com isso, Mofi me deu uma melissa - que ele sabe que eu adoooooooro - e eu fiquei com cara de tacho, sem acreditar :P

os já citados que me perdoem, mas nenhum presente mexeu mais comigo do que o livro que ganhei da Julia! ela não sabia o que me dar, e fez o exato processo que eu faria para comprar um presente pra mim: ir a uma livraria se passar! graças a ela, conheci a cronista Martha Medeiros [ganhei o Doidas e Santas]!

a melhor parte foi a Julia dizer que se inspirou aqui, nos devaneios da minha mente hiperbólica e que achava que os textos da Martha [minha amiga, já] tinham um espírito [de porco? zombeteiro? :P] parecido com o meu.

desde que o ganhei, leio o D&S em doses homeopáticas, com aquela pena de quem sabe que se comer tudo de uma vez, depois vai continuar com fome. por isso, estou me passando aos poucos. e a culpa é da Julia! :)

1 de janeiro de 2010

ai, ai...

tanta coisa pra fazer, tão pouco tempo versus ficar em casa, em banzo e frustração depois da virada do ano mórdianimada.

2010, se ajeite, senão peço 2009 de volta!

25 de dezembro de 2009

.

porque sempre tem gente que está obrando e fazendo cooper pros outros?

24 de dezembro de 2009

natal! :)

ADORO o natal!

admito que já gostei mais, até porque na infância tudo tinha outro sabor. lá pelo meio de dezembro, até o cheiro da cidade mudava... era bom demais!

eu sempre tive dois turnos (pelo menos) a cumprir, e ficava louca por causa das duas festas!

uma era na casa da Vovó Luizinha, um casarão enorme, cheio de histórias de babau, com o meu avô sempre com uma brincadeira ou um bicho de plástico pra assustar os pivetes mais pivetes e fracos. era o banquete anual, o momento de ver aquela ruma de gente que nunca se conseguia juntar durante o ano; uns vinham do interior, outros de fora...

era tudo muito tradicional (na minha cabeça, pelo menos): jantar, amigo secreto, implicar com os primos, fazer inveja dos presentes de natal, todo mundo rindo. é assim que eu me lembro do natal de lá, com esses olhos de criança.

a outra festa era na casa da Vó Tereza, lááááááá na Maraponga (que era um interior pra mim, que morava na Bezerra de Menezes e dormia na viagem de mais de meia hora de carro). era outro esquema, e eu adorava o segundo turno!

se a tradição era no dia 24, a comédia era no dia 25, mais precisamente à meia-noite, que era a hora em que chegávamos na vóvi, e nos aboletávamos. era ali que brincávamos com o que tínhamos ganhado, os adultos iam conversar e frescar uns com os outros e a nós, crianças, era permitido varar a noite, tomar banho de mangueira no jardim de madrugada, jogar com os adultos, comer os doces que a vó fazia pra manter o reino de dominação culinária do lado dela da balança.

não sei ao certo quando tudo mudou.

não sei se foram os primos que "cresceram" e acharam que aquilo ali era besta; se foi a ida do vovô pra outra vida; se foram as rusgas familiares que sempre existiram, mas que os olhos infantis nunca detectaram; se foi a distância física e mental que se apoderou deles...

só sei que eu não quero que essa luz se apague. já nos vemos tão pouco, e transformar o natal em obrigação não faz o meu feitio. eu luto com o que posso: "puxo" o amigo secreto, invento marmota, me disponho para essa noite em família inteiramente.

por isso, desejo que esqueçam o "adulto" que os oprime, os problemas que lhes vincam a testa e simplesmente curtam esse encontro tão raro com um sorriso no rosto e o coração aberto. é até pouco, perante o que se recebe em troca!

feliz natal! :)

16 de dezembro de 2009

em tempo

muitas coisas me irritam, obviamente, mas se tem algo que me tira do sério é mesquinhez. sério. fico doente. é só dinheiro, meu povo! e não tô falando nem de 3 ou 4 dígitos, mas de coisas que podem ser feitas/compradas com menos de R$5 e que fazem a diferença pelo valor afetivo, mesmo. talvez eu seja realmente a perdulária, mas eu não quero esse conta-gotas pra mim, não... zulivre!

degraus

dezembro riquíssimo de viagens e possibilidades de futuro: Dadys e Mofi passaram pro mestrado fora =)

talvez este movimento seja a constatação de ♪ que nada será como antes, amanhã... ♪

quando se vai embora e se deixa muito pra trás, há uma luta frenética para manter o lugar deixado intocado, quase que parado no tempo, aguardando obedientemente a nossa volta. não classifico este sentimento como egoísmo, absolutamente, mas como uma necessidade pueril de pertença, uma segurança de que, a qualquer momento, pode-se voltar ao ponto anterior ao êxodo.

além de ser impossível parar o tempo, as lembranças se revoltam e vão ficando mais tênues... e você começa a se sentir culpado, por sentir falta daquele lugar novo, pra onde foi e que nunca conseguiu admitir que começa a gostar.

confesso: se eu pudesse levar meus amigos daqui pra bsb, seria tudo perfeito. mas isso não existe, e cada um tem as suas próprias fronteiras a ultrapassar...

portanto, só me resta aproveitar todos os momentos que eu tiver com os amigos, antes que cada um saia na sua cruzada.

9 de novembro de 2009

a senha

faz tempo que eu sei que não sou comum.
as minhas reações, as coisas que me atraem (ui!), nada é simples ou ordinário.

o problema - quando não se reage igual a todos - é que ninguém realmente acredita em você.
dizem que é tipo, que ninguém é capaz de fazer o que você verdadeiramente está fazendo...

daí pra ser tachada de burra é um pulo!
mas aí eu não aceito: posso ser crédula, ingênua, qualquer coisa, mas burra, meus caros, lhes garanto que não sou.

entendo que se preocupem comigo, mas quem decide o próximo passo sou eu.
se isso não lhes agrada, virem a cara, saiam de perto, fiquem putos, puxem meus cabelos, mas não me chamem de burra!

é a senha pra ww3, e me dói discutir com amigos...