
em eleanor rigby, já pediam que olhássemos the lonely people, e não dá pra não fazer isso num shopping, às 16h de um domingo, num bairro mais ou menos de Brasília.
como boa representante das solitárias, eu não aguentava mais ficar em casa, escovando urubu e esperando o tempo passar. roubei o carro e fui ao cinema (sozinha, como de hábito), no meio da tarde, tendo final de campeonatos regionais de futebol.
imaginem, então, um shopping 90% feminino. fui assistir o Gerard Butler (tá, sou uma viadinha, admito) e ainda me choquei com a ausência masculina e com a similaridade entre as mulheres que estavam lá, assistindo comédia romântica.
não sei se não reparava nisso quando ainda morava em Fortaleza, mas me é estranho demais ver tanta gente andando só. uma multidão de sozinhos, que entram nas lojas e vêem os produtos, mas não as pessoas. não sei se a distância é diretamente proporcional ao desenvolvimento da cidade, mas eu prefiro, sem dúvida, o meio termo.
voltando às solitárias, depois me peguei imaginando se elas/nós também não nos assemelhamos às nossas xarás e aguardamos um homem para hospedeiro... de minha parte, taenia certeza: dependendo do hospedeiro, o babado é certo! :P